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HORMÔNIOS E ENVELHECIMENTO
por Dr. Sergio Klepacz
Os mais importantes grupos médicos que trabalham na área
do antienvelhecimento concluem que envelhecemos porque o nível
dos nossos hormônios decresce, ao longo da vida. E não
o contrário.
Para melhor compreendermos essa afirmação, basta
imaginarmos nosso sistema hormonal representado através da
figura de uma balança. Em um dos pratos se encontram os hormônios
construtores, que funcionam em uma direção, e, do
outro lado, aqueles que funcionam no sentido oposto, os hormônios
destruidores.
Os hormônios construtores (ou anabólicos) apresentam
taxas bastante elevadas na infância e na juventude. Eles propiciam
aumento da consistência corpórea e de musculatura,
hidratação e, favorecem o equilíbrio emocional
trazendo coragem, otimismo e potência. No outro prato da balança
temos os hormônios destruidores (ou catabólicos), que
são os hormônios de fuga, os hormônios de estresse.
Quando apresentam níveis superiores aos desejados, causam
desequilíbrio físico e distúrbios emocionais
e psíquicos.
À medida que envelhecemos, vamos gradativamente perdendo
o predomínio dos hormônios construtores. Quando essa
deficiência ocorre, os chamados hormônios destruidores
(ou catabólicos) passam a ocupar seu lugar. É por
isso que, com a idade, nosso corpo vai involuindo: vamos diminuindo
de estatura, os ossos enfraquecem e perdem sua densidade, ocasionando
a osteoporose. Perdemos músculos e ganhamos tecido adiposo.
No aspecto emocional, podem surgir problemas com depressão,
medo, insegurança e até certa desistência em
relação à vida. Vale dizer aqui que os hormônios
são os mesmos em homens e mulheres, e as diferenças
ocorrem em função da quantidade secretada.
Curiosamente, este ciclo se dá de outra maneira em algumas
outras espécies, sobretudo em certos tipos de peixes. O esturjão,
por exemplo, cujas ovas (o caviar) são motivo de êxtase
para os gourmets, nunca pára de crescer. Originário
do mar Cáspio, ele passa a vida se desenvolvendo e vive muito,
já que não atinge a fase da involução.
Um dos mais importantes hormônios construtores é o
Hormônio do Crescimento (ou GH). Liberado em grande quantidade
no fim da infância, ele se une aos hormônios sexuais
para proporcionar a formação de um corpo adulto. A
diminuição das taxas do Hormônio do Crescimento
costuma provocar visíveis sinais de envelhecimento cutâneo,
como rugas, ressecamento e descamação da pele, além
da perda da disposição e do vigor físico. Portanto,
não é sem razão que ele é conhecido
como Hormônio da Juventude. Sua reposição é
possível e indicada em grande número de casos e, segundo
pude observar na minha experiência clínica, essa suplementação
ocasiona sensíveis melhoras inclusive no que diz respeito
ao aumento de energia e ao equilíbrio emocional. Como sabemos
, a suplementação de vários outros hormônios
(como estrógeno e progesterona) também é aconselhável
em inúmeros casos, porém o importante é que
a reposição seja feita de forma a mais fisiológica
possível , deste modo evitando efeitos indesejáveis.
Uma boa reposição pode ser bastante útil no
caso de desequilíbrios emocionais que em geral não
respondem aos tratamentos convencionais.
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